terça-feira, 1 de novembro de 2011

Uma volta e meia

As pessoas me pedem para voltar a escrever. Como se fosse uma escolha, uma decisão minha “parar de escrever”. E eu vos digo, eu quero voltar. É como se eu quisesse ter uma recaída, como se largasse a rehab e voltasse ao vício, ao velho vício. Mas além de tempo, não tenho paciência. Tudo bem, paciência foi uma coisa que nunca me sobrou. Mas acho que perdi a paciência para velhas coisas e coisas velhas. Aprendi coisas novas, voltei a velhos vícios e virtudes (que não eram escrever) e viciei-me em coisas novas. Viciei-me em mim mesma. Aprendi o valor de me dar valor. Aprendi colocar aquela frase, aquela frase batida (“Você precisa se amar em primeiro lugar. Se você não se amar, ninguém irá”) em prática. Aprendi a ganhar dinheiro. Aprendi a cuidar do meu cabelo. Não aprendi a cuidar da minha pele. Aprendi a reconhecer meu lugar, aprendi o conceito de hierarquia. Na marra. Aprendi que as pessoas, por mais que gostem muito uma das outras, vão sempre pensar em si mesmas, em primeiro lugar.
Aprendi também que ainda existem muitas pessoas tolas no mundo, mas tolas de verdade, e que talvez, nunca irão deixar de ser. Desaprendi a fumar. Desaprendi a beber, desaprendi a amar. Com este ultimo, aprendi também que amor de verdade, só por Deus. As pessoas se apaixonam demais, de desapaixonam demais, se machucam demais. E sem necessidade. Ninguém nunca conseguiu e ninguém irá conseguir viver em perfeita harmonia com outra pessoa.

Aprendi que se vê melhor de fora, que a escada nem sempre é tão alta, que sempre haverá algo de podre no paraíso.

Desaprendi a cuidar, a me importar, a ser simpática. Aprendi que não tenho que ser simpática com ninguém, porque ninguém no mundo merece minha simpatia. As pessoas merecem o meu pior. Só assim vão aprender a reconhecer quando eu der o meu melhor.

Nesse meio tempo, aprendi a escrever. Coisa que hoje, vejo que não sabia. Mas eu tinha vontade. Coisa que eu aprendi a não ter.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Tem certos textos que eu não gosto de postar. Não sei porque, mas acho que quando escrevo esse tipo de texto, é para mim, como uma reflexão. Tenho um desses aqui guardado que não sei porque também resolvi postá-lo.
Uma pequena introdução para descontrair.
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Capítulo I

Nada, absolutamente nada me motiva a escrever. Isso faz algum sentido? Coloquei, erroneamente, em minha cabeça de que tudo na vida tem um motivo, um sentido. Afinal, o que seríamos nós sem uma explicação racional das coisas?

Porém, apesar de não encontrarmos imediatamente o sentido da vida, um dia, aparece para você, como uma epifania. Epifanias custam caro, mas são necessárias. E é bom, de algum jeito, perceber que tudo aquilo à sua volta é mentira. Tá, pode não ser exatamente mentira, mas é falso. E não, não é a mesma coisa. A única coisa verdadeira em você é você mesmo. E tudo o que você fez, faz ou fará, verdadeiramente.

Fico me perguntando, constantemente, porque quando somos adolescentes, nada vale. Nada é tão verdadeiro que não possa passar, nada é tão real que não possa ser quebrado, como um encanto, ou algo assim. Pra mim, ser adolescente é a parte mais real da vida, em que você faz suas escolhas, por mais que possa mudá-las no futuro. Nada te impede. Nada e nem ninguém, nunca. Sempre foi, e sempre será você contra você mesmo. Todas as suas escolhas na vida dependem de você (sem querer ressuscitar o antropocentrismo).

A vida de qualquer pessoa poderia dar um livro. Por que não? Aposto que todo mundo tem histórias que seriam interessantes a alguém em alguma parte do mundo. É só querer; e fazer. Mas as pessoas têm vergonha de suas próprias histórias. Não percebem que, na verdade, seu próprio passado construiu o presente, seja ele bom ou não. Na vida, tudo tem metade das chances de dar certo. É assim pra todo mundo.

E aí vem a grande questão de nossas vidas: o que eu faço aqui? Qual é a minha real missão nisso tudo? Acho que eu posso responder: nenhuma. É tudo mentira; você não tem missão alguma na vida. Porém, não é por acaso que você está aqui. Então, por que ficar se preocupando com o que, no final de tudo, não vai importar nem a você mesmo?

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

"Eu nunca fui princesa. Mas nunca mesmo, nem em festa a fantasia. Detestava contos de fadas, e decidi virar vegetariana com medo de sem querer acabar comendo o bambi. Durou pouco, mas o que vale é a intenção. Tenho livros sobre etiqueta, boas maneiras e la femme francaise, mas continuo achando que pizza se come com a mão, e que raspar a panela é mais sexy que cerejas. Falando em cerejas, caímos no esteriótipo de sensualidade, eu gosto é de gente de verdade. De ver os resquícios da imperfeição. As cicatrizes de um lado B. Pra mim o charme está nas entrelinhas. Na risada despreocupada, no olhar solto, na corrida pra pegar o sinal, no dia que se sentiu um idiota, na maneira de falar com a mãe. Na sinceridade dos comentários e observações. Mais que inteligência, no humor. Odeio gente morna, tenho pavor de quem não tem atitude e muito menos opinião própria. Mas de verdade, eu acho que sensualidade tá em ser sozinho. Sozinho no sentido abstrato da palavra. Que abrange uma imensa compreensão do eu até o mim. Solidão pra mim, é sinônimo de força. Nunca vi gente fraca sozinha. É conseguir dar a mão pro outro, sem deixar de sentir a sua. É uma solidão mental, de se bastar de uma forma genuína, e poder ir mais longe com seus próprios pés. Mais que isso, é fazer de seu desejo uma ordem, ser dono do seu mundo. Solidão não é tristeza, e não tem nada a ver com o estado social. Solitude então se torna, e aí ninguém manda na gente. É isso que eu gosto, de gente que se sustenta. Acho que é por isso que nunca gostei de ser princesa. A coitada só é feliz se tiver um príncipe. A graça da vida está em poder olhar pra si mesmo e pensar "puta que pariu, sou forte pra cacete". Porque pra mim, ser inteiro é ser você. Com todo o vazio, com todo completo. Sem mais, nem menos. Mas não se engane, eu acredito no amor!"
Nathalia Nacif
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Achei no orkut, de uma menina chamada Nathalia Nacif. hahahaha Não sei se é dela mesmo, maaaaas enfim.
Enjoy it!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Este ano vai ser diferente!

Cada ano é como uma folha de papel em branco à sua frente. Você pode fazer o que quiser com ela. Pode traçar novas coordenadas para sua vida com o lápis (nº2) da sabedoria, a régua da experiência e o esquadro da razão - e, se for preciso, a borracha do arrependimento - , ou pode apenas rabiscar frases inconsequentes ("Tem homem que bota mulher num pedestal para poder olhar por baixo do seu vestido"), desenhar bonecos pelados ou simplesmente dobrar o papel, fazer um aviãozinho e jogar pela janela. Depende somente de você. A vida é sua. Aproveite esta oportunidade que o ano novo nos dá para reexarminarmos o mapa da nossa existência e corrigirmos o nosso curso a fim de não encalharmos, irreversivelmente, nos rochedos da desilusão. A minha primeira resolução para 2011, por exemplo, é nunca mais escrever nada que contenha a frase "rochedos da desilusão".
Estive fazendo um levantamento íntimo para saber quantas das minhas resoluções para 2010, feitas no fim de 2009, consegui cumprir. (Você se lembra de 2009? Foi aquele ano que a gente dizia que pior não podia haver, e aí veio 2010.) Eram resoluções modestas e sensatas. Por exemplo: Fazer regime. Consegui. Fiz vários durante o ano. Cemecei dietas para emagrecer todas as segundas-feiras e se a dieta nunca passou do almoço da terça-feira a culpa não foi minha. Tenho outro por dentro (chamado, estranhamente, Gusmão) e ele não aceitava o regime. Quem engordou em 2010 foi o Gusmão. Eu só expandi para lhe dar espaço.
Conhecer a Aline Morais. Ainda não foi este ano. Mas cheguei perto: falei com uma contratia dela pelo telefone.
Ler A Montanha Mágica. Ninguém pode dizer que não tentei. Uma noite carreguei o livro para minha mesa-de-cabeceira, regulei a lâmpada para "autor alemão, letra miúda", me enfiei embaixo das cobertas, peguei o livro e tive que ser hospitalizado com afundamento no osso do peito. Agora, como medida de prudência, estou procurando uma edição de bolso.
Fazer mais exercício. Importantíssimo. A vida sedentária é péssima para a saúde. Decidi fazer mais exercício e praticar esportes em 2010 e hoje - fora uma distenção no músculo adutor da perna esquerda, o deslocamento de um ombro, hematomas generalizados pelo corpo e a impossibilidade de virar o pescoço para qualquer um dos lados ou de pronunciar certas proparoxítonas - me sinto ótimo. No meu último eletrocardiograma, a agulha escreveu um palavrão no gráfico, mas os médicos dizem que não é nada.
Ser um cidadão politicamente mais ativo. Escrevi diversas cartas para os jornais, os congressistas, o presidente da República, a Hillary Clinton e o Dalai-Lama sobre doreitos humanos, a má distribuição da renda e a absurda insistência com Gil na ponta-direita da seleção, mas sem nenhum resultado prático. Desconfio que as cartas nem foram entregues. Meus protestos formais contra o Correio não foram ouvidos. Decidi abandonar os meios legais e partir para a ação. Mordi o nosso carteiro.
Começar a fumar. Para não ficar atrás dos amigos que descreviam sua luta heróica para abandonar o vício do fumo, decidi adquirir o vício do fumo para depois abandoná-lo com grande sacrifício e poder participar da conversa. Não foi fácil. Eu não fumava desde a minha primeira e última experiência (com Belmonte Liso) aos 11 anos, e é duro abandonar um hábito de tantos anos. Tentei de tudo. Quando me vinha a vontade incontrolável de chupar uma bala, acendia um cigarro. Deixei de tomar cafezinho para evitar a tentação de não fumar depois. Experimentei o método gradual: primeiro meio cigarro por dia, depois dois, depois uma carteira, duas, três... Estava conseguindo fumar cinco carteiras por dia quando tive uma recaída e voltei ao vpivio de não fumar. Eu tinha começado a não fumar, exclusivamente para não ter o que fazer com as mãos. É duro. É preciso muita força de vontade. Mas sei que conseguirei.
Ser mais tolerante. Resolvi que em 2010 faria um novo esforço para vencer algumas antipatias gratuitas minhas, como mímica, carne de fígado, pessoas que repetem três vezes o fim da piada, expressão corporal, as palavras "assumir", "tá entendendo" e "maximizar", gente que fala muito sobre os seus cachorros, gente que fala muito, gatos, lutas orientais, Wilhelm Reich, Hermann Hesse, Carlos Castaneda e couve-flor. Não só não consegui vencer estas antipatias como acrescentei mais algumas à lista durante o ano: terapia transcedental, a palavra feedback, todos os adjetivos para democracia e gente com pronúncia muito boa em francês.
Patricar boas ações. Desisti depois que a velhinha que ajudei a atravessar uma rua movimentada no centro da cidade me segurou por trás enquanto duas outras revistavam apressadamente os meus bolsos.
Cortar toda bebida alcoólica. Tentei muitas e muitas vezes, mas sem nenhum sucesso. Só o que consegui foi molhar a faca.
Não é fácil, como se vê. Alguém já disse que o caminho para o Inferno está pavimentado com boas intenções e certamente se referia a resoluções de ano novo não-cumpridas. Algumas não resistem a muitos minutos.
- Meu bem, tomei uma resolução. Abandonei o jogo. Para sempre. Não jogo nem mais um centavo.
- Essa, só vendo...
- Quer apostar?

Adaptação do texto de Luís Fernando Veríssimo, do livro "Orgias".

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Um dia, eu percebi que tudo passou. E não adianta sofrer (ou chorar) pelo leite derramado. Mas não me arrependi de nada! Tudo que se foi, foi por um motivo, assim como tudo que veio também. Sem passado, nada seríamos hoje, e tudo que vivemos e deixamos de viver foi por um motivo desconhecido, que talvez, só Deus conheça. Se ontem, você não tivesse comido aquele monte de sal na sua comida, hoje você poderia não ter descoberto que faz mal à saúde. Ou até mesmo se naquele Jardim III, você não tivesse comido a areia do parquinho, você poderia não ter ido ao hospital naquele momento e não teria conhecido aquele médico gato, que hoje é o seu clínico geral. Porque é sempre bom saber que apesar de tudo, sempre vai ter um profissional da medicina pronto pra te apalpar onde você disser que está doendo.
Brincadeiras à parte, o que eu quero dizer é que nada é dispensável nessa vida, porque tudo é muito rápido. Quando você vê já nasceu, depois aprende sua primeira palavra e quando vai ver, sua filha mais nova está grávida de gêmeos. E o ciclo recomeça.
Por isso é importantíssimo aproveitar cada momento, mesmo, e não, não é simplesmente uma frase clichê. Os momentos da vida, todos eles, sem exceção, são únicos e você só vai viver uma vez. Você pode até viajar pra Corumbá de novo, sair com as mesmas pessoas, ficar na casa do mesmo amigo, no mesmo quarto e até com a mesma escova de dentes. Mas nada vai ser igual a nada.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Leveza do ser

Muitas pessoas dizem que eu moro muito longe de tudo, e para todo lugar que vou tenho que ir de carro ou pegar um ônibus. Mas sinto-me abençoada por chegar em um lugar, mesmo que seja longe de tudo e ver as cenas que vi ontem e hoje. Poderei ver em minha vida muitas outras cenas lindas, mas as cores que vi no céu, chegando na Barra da Tijuca foram indescritíveis. E Deus ainda teve a ousadia de misturar amarelo, laranja e roxo.
Hoje a cena foi diferente. Num horário mais cedo, vi o céu ser inundado por nuvens que realmente me lembraram minha infância, quando todos os meus amigos insistiam que as nuvens eram de algodão doce. Algodões doces rosados, dando a impressão que estavam sobre a minha cabeça, pairando levemente. Não sei porquê tantas pessoas preferem morar ao lado de McDonalds ou shoppings centers a ver uma cena dessas. É uma verdadeira benção de Deus isso.
Só o que eu digo é que temos tanto a extrair da natureza e não necessariamente extrair algo material, mas cenas assim que tornam o nosso cotidiano, a fumaça dos carros, as notícias ruins, tudo, tudo, muito mais leve.

Camila Bahiense

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

New York today, tomorrow the world

Olá queridos, meu último post antes de ir pra casa da vovó comer franguinho e ser comida pelos mosquitos hihi
Viajo hoje à noite e eu ACHO que volto na segunda-feira (é muita saudade daqui, pretendo ir à praia e mamãe tem que trabalhar). Lá não tem praia, é Região dos Lagos, portanto só tem lagos... boa pegada.
Hoje, atendendo a um pedido mais que especial, feito há muito muito tempo... Vou comentar, breves palavras que fique claro, sobre uma banda que eu conheci por intermédio de um amigo muuuuuuito querido meu, o Mauricio Calmon (quem quiser adicionar ele no orkut, ele está solteiro hihi)
O Mau é baterista dessa banda chamada Sobrado 112. Recentemente, eles lançaram o segundo disco com o selo "Oi Música". O nome do CD é "Isso nunca me aconteceu hoje" hihi, bem maluco.
Meu componente preferido da banda é o Pedro Dantas, o baixista sabe... Ele é muuuuito lindo hihi (só pro Mauricio ficar com ciúmes, porque sabe, ele me ama e odeia quando eu falo do Pedro...)
Mentira, claro que o meu preferido é o Mauricio, mas ninguém sabe disso, nem ele. Mas voltando à banda, tem um som muito maneiro, bem diversificado, uma banda que não dá pra definir o som direito. Eu indico músicas como "Muito menos você"; "Eu não quero ter razão"; "Café" e "Duas de cinco". São as minhas preferidas do CD.
Os caras têm um blog, que tá ali do lado, nos meus links recomendados. Quem quiser saber mais, é só dar uma passada lá. Beeeijos e até a volta da viagem, anjinhos.